Agricultura Familiar: como preparar o setor para o futuro?

O mundo está cada vez mais populoso. Atualmente somos quase 8 bilhões de pessoas, e até 2050 esse número deve passar dos 9 bilhões. Como consequência, a demanda por comida e água só aumentarão. O Brasil é um dos poucos países capazes de suprir essa demanda. Tornando a nós responsáveis por buscar soluções para aumentar a produção de alimentos e reduzir o consumo de água sem desrespeitar as questões ambientais. Há alguns anos, a Culte vem pensando em como a agricultura familiar pode a solucionar esse problema.

Queremos esclarecer o tema e conversar sobre o que pode ser feito sobre o assunto. Para isso, vamos abordar a questão da agricultura familiar no Brasil. E em seguida, falaremos sobre o modelo americano, considerado por especialistas como um bom exemplo a ser seguido por outras nações.

Por fim, explicaremos como podemos trabalhar juntos rumo à produtividade sustentável e aproveitar as novas oportunidades que o agronegócio tem a oferecer. Acompanhe!

O problema da agricultura familiar no Brasil

O Brasil é conhecido como um país de terra em que “se plantando, tudo dá”. Temos um clima que favorece o cultivo dos mais variados tipos de culturas, além de água abundante. No balanço final da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) de 2017, o agronegócio levou crédito por 23,5% do PIB Brasileiro. Gerando 14% dos empregos existentes e sendo responsável por 39% das nossas exportações.

Dos 14 milhões de agricultores vivendo no Brasil hoje, 11 milhões são classificados como pequenos produtores (80%). Segundo o Ministério da Agricultura (MDA), esses pequenos agricultores são responsáveis por mais da metade da produção de leite do país (58%), metade da criação de suínos (54%) e pela quase totalidade do feijão produzido no país (91%), para nomear algumas áreas. Somando todas as atividades realizadas, é possível afirmar que a agricultura familiar brasileira é responsável por mais de 70% dos alimentos que vão à mesa do brasileiro.

Outro número igualmente importante é a distribuição de recursos de financiamento disponibilizados pelo MDA através da rede bancária credenciada para a safra de 2017/2018. Do total de 190 bilhões de reais disponíveis, a verba destinada para grandes e médios produtores e indústrias do agro foi de 160 bilhões, enquanto que os pequenos produtores (classificados como agro-famílias) receberam apenas 30 bilhões.

Em estudos sobre a concentração monetária no início do Século XX, o economista italiano Vilfredo de Pareto concluiu que 80% da riqueza mundial estava nas mãos de 20% das pessoas. O mesmo ocorre com o agronegócio brasileiro: os 80% responsáveis pelo resultado positivo do Brasil na agricultura mundial recebem apenas 20% dos investimentos disponibilizados para alavancar a produção. Essa realidade precisa mudar.

Qual é o segredo do sucesso do agronegócio americano?

Os EUA são constantemente apontados como um exemplo de produtividade no setor agrícola por vários fatores. E a competitividade interna é um dos principais: a produção americana é descentralizada em pequenos agricultores, tornando a concorrência alta, o que por sua vez estimula a inovação e o aumento da produtividade.

Acreditamos que, de forma similar ao modelo americano é possível reverter o quadro da falta de investimento na agricultura familiar e promover a inclusão social dos pequenos produtores. Através de 3 estratégias testadas e comprovadas que são aplicáveis em qualquer país.

1. Como captar recursos para financiar a produção?

Essa é uma grande questão que envolve a maioria dos pequenos agricultores. Tendo em vista que as instituições financeiras liberam créditos quase que exclusivamente para grandes produtores.

Uma solução é a venda antecipada de parte da produção, que pode ajudar, inclusive, a viabilizar o plantio e o sustento do produtor entre safras. Outra alternativa é o ​​barter, sistema onde o agricultor troca parte da sua produção futura pelos insumos que necessita para o fomento da lavoura.

Essas estratégias garantem ao agricultor a compra de insumos ou maquinários para a sua safra sem que ele precise tirar dinheiro do bolso e sem taxas de juros bancárias.

2. Como comercializar a produção e aumentar a lucratividade?

A comercialização também pode ser um problema para o agro-empreendedor familiar. Para alguns produtos, a logística é extremamente complexa, acumulando diferentes níveis de intermediação comercial, financeira e jurídica, o que obscurece a cadeia produtiva e reflete no valor agregado e no preço final do produto.

Acreditamos que a tecnologia, especificamente o comércio eletrônico, pode ser um importante aliado do agricultor contra esse problema. Plataformas de e-commerce ou marketplaces facilitam a conexão dos atores da cadeia produtiva, desintermediando e reduzindo os custos do produto final.

O marketplace da Culte conecta produtores a agro-indústrias parceiras interessadas em comprar o resultado da produção. Reduzindo a complexidade logística e garantindo melhores condições de negociação ao empreendedor.

3. Como preparar o agricultor para o futuro?

Finalmente, entendemos que para alavancar a produtividade das agro-famílias para níveis de primeiro mundo, é necessário trabalhar a eficiência através do acesso ao conhecimento especializado e tecnologia.

É essencial conectar o agricultor a profissionais especializados (como agrônomos e veterinários) e empresas de tecnologia capazes de ajudá-lo a conhecer melhor o potencial de suas terras e inserir inovações (como o uso de drones, sistemas de irrigação-inteligente, análises das condições do solo, automação e gestão da produção).

O sonho Culte

A Culte surge como uma proposta para transformar o mercado agrícola nacional, sendo um instrumento de mudança do padrão antigo para um novo modelo, baseado na independência do agricultor familiar.

Estamos alertas a tecnologias e metodologias inovadoras, e buscamos as soluções revolucionárias. Estamos preocupados com o meio-ambiente, e enxergamos a tecnologia como forma de alcançar meios sustentáveis para aumentar a produção agrícola. Vivemos num mundo acelerado, e queremos conectar agricultores e agroindústrias às empresas compradoras, facilitando os negócios e o escoamento da produção.

Acima de tudo, queremos proporcionar aos agricultores acesso à tecnologia, ao capital, ao conhecimento e às condições de produção que grandes agricultores já dispõem. Nosso sonho é dar aos nossos parceiros o acesso a todas as oportunidades que o agronegócio tiver a oferecer nos próximos anos.

Com a integração dessas ações a Culte prentende ser uma das maiores provedoras de recursos para o agro brasileiro. E promover a inclusão social, digital e financeira de milhares de agricultores.

Se você compartilha do nosso sonho, faça parte da revolução da agricultura familiar brasileira. Leia nosso whitepaper, visite nosso site e ajude a Culte a empoderar aqueles que trabalham para alimentar um país inteiro.

Comentários

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