Hortifrútis: Abertura de novos mercados no Brasil

Há mais de um ano, o covid-19 começou no Brasil. De fato, de lá para cá, muita coisa mudou e, atualmente, o País enfrenta grandes desafios, como alta taxa de desemprego e queda no poder de compra da população. Dentro do setor de frutas e hortaliças (HF’s), especificamente, não foi diferente.

Mesmo com a essencialidade da cadeia de alimentação e sem grandes interrupções na produção, o setor foi afetado.

De fato, principalmente por conta da restrição parcial da comercialização, mudanças dos hábitos de consumo e prioridade por itens de compra essencial.

Quando os atacados trabalhavam de forma limitada, algumas feiras livres foram suspensas, e parte dos restaurantes e hotéis, fechados. A menor mobilidade da população também restringiu o fluxo de comercialização de produtos mais perecíveis, como as folhosas e algumas frutas (de menor tempo de prateleira). 

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Comercialização de hortifrútis se reinventa

Mas foi justamente neste cenário de incertezas e de dificuldades que diferentes canais de distribuição e de comercialização de hortifrútis se reinventaram. Para então, continuar se conectando com compradores e consumidores finais.

Dentre as alternativas utilizadas por vendedores estão a comercialização direta por meio de aplicativos de troca de mensagens, redes sociais, serviços de entrega e até por drive-thru.

Outra modalidade que tem funcionado como importante canal de escoamento de HF’s durante a quarentena é a comercialização de cestas, que são entregues de porta em porta. Apesar da existência de aplicativos de entrega de alimentos prontos, para o caso de frutas e hortaliças, o cenário não era tão comum.

Assim, muitas associações de hortifrutícolas e grupos de produtores passaram a apostar nesta modalidade pois é possível ter previsões de vendas por meio de listas de assinatura mensal ou anual.

O momento atual tem sido importante para que as preferências dos clientes sejam identificadas. Dessa forma, o consumidor aumente a confiança em comprar on-line e reconheça a conveniência em receber o produto em casa. Por outro lado, os comerciantes também conseguiram aprender nesse cenário, percebeu-se a necessidade de adotar um serviço que, até então, era considerado desconfortável e caro.

Diante disso, como dizem que momentos de crises também são oportunidades. De fato, nosso desejo é que os produtores continuem se conectando com compradores e consumidores finais, abrindo novos mercados. Pois acreditamos que todos esses novos modelos de negociação podem seguir promissores mesmo no futuro “pós-pandemia”.

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