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A economia do Nordeste brasileiro e suas características

Quando se fala de economia do Nordeste, o assunto é amplo. Por ser a terceira maior região do país em extensão, a produção e o consumo são diferentes nas diferentes áreas dos nove estados que a compõem. 

Quer entender mais sobre uma das regiões mais diversas e ricas do país? É só continuar neste artigo! 

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Qual a visão geral da economia nordestina

Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além das próprias diferenças culturais, esses estados guardam variações entre suas próprias zonas geográficas. 

Primeiramente, o Nordeste se divide entre as zonas da Mata, Agreste, Sertão e Meio Norte, que têm relevo, clima, vegetação e índices populacionais bastante diferentes. Hoje são mais de 57 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE (2015), quase um terço da população brasileira, em uma área de 1,558 milhão de km² e, por isso, as atividades exercidas pela região diferem também.

A economia do Nordeste, em todo caso, se apoia na agropecuária, indústria, turismo e tecnologia, assim como comércio e serviços

Agricultura de destaque no Nordeste

De fato, as primeiras colônias portuguesas se instalaram no Nordeste, no início do século XVI e, na mesma região, as primeiras atividades de uso do solo (plantio e extração vegetal) começaram a surgir. Até o século seguinte, essa era a área mais rica e produtiva de todo o território brasileiro.

A princípio, na época do Brasil colonial, o cultivo de cana de açúcar se tornou muito importante para a região – e continua sendo concentrada entre Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Além disso, os canaviais não apenas produzem açúcar, mas são responsáveis pela produção de etanol.

Mas a economia do Nordeste expandiu bastante. Nesse sentido, a agricultura da região, com plantações temporárias e permanentes, ganhou destaque com a produção de milho, feijão, algodão, arroz, coco, café, cacau (liderada pela Bahia) e outras frutas, especialmente para exportação.

Ao mesmo tempo que a Bahia possui a segunda maior parte da produção de laranja do Brasil, o estado também ganha destaque produzindo algodão – que se desenvolve também no Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba. 

O plantio de soja é tem muita importância na produção nordestina, a princípio na faixa entre o Maranhão e o Piauí, na zona Meio Norte (uma área de transição entre o sertão e a Amazônia), e divide a área com a cultura do arroz.

O Vale do Rio Açu, no RN, assim como no Vale do Rio São Francisco (no Sertão), tem uma forte fruticultura, graças à irrigação e o clima tropical. Essa produção, que inclui melão, melancia, uva e abacaxi, entre outras frutas, tem destino na venda interna e na exportação para diversos países. 

Leia também: A Agricultura Familiar se Reinventa na Pandemia

Pecuária tem espaço na economia

A pecuária no Nordeste, por sua vez, se concentra no Maranhão, Piauí e na Bahia. A prioridade é da criação de bovinos, mas divide espaço com o manejo de suínos, ovinos e aves. Além disso, a criação de caprinos, que é quase exclusividade do Nordeste, segundo o IBGE (2017), representa mais de 93% dos rebanhos brasileiros. Ainda sobre exploração animal, conforme os dados do IBGE no mesmo ano, o Nordeste se destacou como um dos maiores produtores de mel e camarão no país.

Indústria e seu papel na economia do nordeste

Petróleo e gás natural são, historicamente, grandes fatores da economia do nordeste, isso porque o primeiro poço de petróleo brasileiro apareceu na Bahia. É do estado a liderança no processamento do óleo, mas Sergipe e Rio Grande do Norte também têm destaque na produção petrolífera, além de Piauí e Ceará. 

De fato, existem na região, ainda, indústrias alimentícias, de confecção etc. A produção de gesso, cujo centro é em Pernambuco, também é forte e responsável por aproximadamente 95% do abastecimento do país. Como resultado, o estado provê quase todo o gesso utilizado no Brasil. Esse é o mesmo caso da produção de sal marinho, que é, por sua vez, quase exclusiva do Rio Grande do Norte. 

Outras indústrias movimentam boa parcela da economia nordestina: a têxtil, de gesso, e de aço. A indústria de automóveis também se instalou na região, especialmente no polo petroquímico de Camaçari, na Bahia, o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul. Lá, além da indústria de aço, se destaca a montagem de carros.

Mais um dos grandes polos industriais do país, o Complexo Industrial Portuário de Suape, que fica em Ipojuca (região metropolitana do Recife) reúne mais de 120 empresas, incluindo diversas no setor de refinaria e combustíveis fósseis, junto com importantes indústrias de alimentos. 

Por certo, outro forte polo industrial na região nordeste é o Centro Industrial de Aratu, onde fica o Porto de Aratu, na Bahia. Lá a produção é dos gêneros alimentícios, metalúrgicos e químicos entre as suas mais de 90 empresas instaladas. 

Turismo na economia nordestina

Não apenas por ter a maior extensão de praias do país, mas por contar com diversos destinos de ecoturismo e históricos, o turismo no Nordeste contribui bastante com a economia da região. Mais do que um incentivo à indústria hoteleira, o turismo no Nordeste beneficia artesãos, pequenos produtores e negócios familiares. 

Entre os pontos mais procurados, acima de tudo, estão as praias e centros baianos, no mesmo estado onde fica a Chapada Diamantina; as cidades cheias de história de Recife e Olinda, e a famosa praia de Porto de Galinhas, que se destacam em Pernambuco, sem contar com o Arquipélago de Fernando de Noronha. Outros exemplos são o litoral alagoano, os Lençóis Maranhenses, a Serra da Capivara, no Piauí.

Ademais, a cultura também atrai milhões de turistas anualmente. Festejos tradicionais como o Carnaval e o São João são rotas turísticas nacionais e internacionais. Além disso, várias cidades do Nordeste receberam o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO (como Olinda, São Luís e o bairro do Pelourinho, em Salvador). A gastronomia nordestina também faz peso para atrair visitantes à região. 

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Tecnologia da região

Recife, capital pernambucana, abriga o Porto Digital, maior polo tecnológico do Brasil. Ele é um dos principais desenvolvedores de softwares do Brasil, que atrai grandes marcas internacionais, como a Microsoft, IBM, Nokia e Motorola. 

Além disso, há vários outros institutos tecnológicos pela região nordestina. Um exemplo é Campina Grande, na Paraíba, uma das cidades mais influentes em ciência e tecnologia do Brasil. Salvador também possui um centro de biotecnologia e pesquisa em células-tronco, referência na América Latina.

Comércio e serviços

O setor terciário movimenta a economia do Nordeste, especialmente na Bahia e em Pernambuco. Entre esses dois estados estão alguns dos maiores centros de compra do Brasil, e alguns dos mais luxuosos também. 

E como fazer para crescer no Nordeste?

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