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O Brasil caminha para ser o principal player de investimentos verdes. Essa foi uma afirmação dada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante o 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em agosto deste ano. 

De acordo com matéria da Agência Brasil, a ministra afirmou que “atualmente, estima-se R$ 30 bilhões em gestão de títulos verdes no país, com grande potencial de crescimento, frente a US$ 1 trilhão de recursos investidos em fundos sustentáveis internacionais”.  Ainda de acordo com Tereza Cristina, “o Brasil pode ser o principal player para investimentos verdes no mundo, e o ministério está trabalhando e apoiando isso”, destacou. 

Mas, afinal, o que significa ter destaque dessa forma? A Culte explica neste artigo. 

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O que são investimentos verdes?

Investimentos (ou títulos) verdes, também chamados de green bonds, existem desde os anos 2000 e, desde então, têm crescido no mercado, sendo emitidos por governos em todo o mundo. 

Eles são bem parecidos com títulos de dívida comum. Sua grande diferença, porém, é que são utilizados apenas para o financiamento de atividades, projetos e ativos de agricultura sustentável. Ou seja, eles compensam o impacto negativo que algumas produções e estimulam o desenvolvimento de alternativas que preservem melhor o meio ambiente.

No mercado da dívida sustentável, esses títulos verdes no Brasil já acumularam, até fevereiro de 2021, US$ 9 bilhões (ou 84% desse mercado), de acordo com a Análise do Mercado de Financiamento Sustentável da Agricultura no Brasil, da Climate Bonds Initiative. Ainda segundo o relatório, as emissões verdes mais financiadas no Brasil são, principalmente, a de energias renováveis (45%) e uso da terra (27%).

Por que o mercado de iniciativas verdes é tão importante?

Em resumo, os títulos verdes no Brasil funcionam captando recursos para projetos que tenham foco em desenvolver o bem-estar ambiental ou cuidados climáticos. Sendo assim, estimulam a criação (e incorporação) de tecnologias mais sustentáveis. 

Além disso, os investimentos verdes garantem benefícios até mesmo os emissores (de carbono e poluição de gases do efeito estufa). Isso porque os emissores que investem em títulos verdes ganham em reputação, podendo ampliar até mesmo sua base de investidores que valorizam empresas com padrões responsáveis em relação ao meio ambiente, a sociedade e o corporativo. 

O que coloca o Brasil na frente dos outros em investimentos verdes?

Segundo a ministra Tereza Cristina, do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o Brasil está equilibrando produtividade e sustentabilidade em seu modelo próprio de agropecuária e ganhando destaque como principal player de investimentos verdes. Um ponto que reafirma a posição da representante do ministério é que, segundo ela, as ações de geração de energia renovável (a partir de biogás e metano) e a ampliação do Plano ABC, ou plano de agricultura de baixa emissão de carbono, que fez com que o Plano Safra deste ano, 2021, estivesse “mais verde”. 

O MAPA é responsável também pelo Serviço Florestal brasileiro. Por isso, é a pasta responsável pelo nosso Código Florestal. De acordo com a governança nacional, essa legislação terá papel fundamental no caminho do Brasil para a liderança mundial na agenda da sustentabilidade. 

Outra razão apresentada é que, para a implementação do código florestal, estão sendo analisados os dados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A ferramenta Analisa CAR, lançada pelo MAPA, automatiza o cadastro ambiental. Assim, o processo deverá ser mais rápido e seguro.

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O que o CAR tem a ver com a agricultura e os títulos verdes?

O Cadastro Ambiental Rural permite que o governo federal, assim como órgãos ambientais estaduais, conheçam a localização de cada imóvel ou posse rural. Outro ponto é que o CAR também vai ajudar a registrar a adequação ambiental de cada propriedade. Isso porque, dependendo do tamanho do imóvel, as regras de preservação da área mudam. Dessa forma, as governanças podem cuidar da economia e da sustentabilidade ambiental com mais clareza de dados, se incluindo no mercado de títulos verdes no Brasil.

Criado pela Lei nº 12.651/2012, o CAR oferece algumas vantagens para os cadastrados, como a obtenção de crédito agrícola com maiores facilidades, linhas de financiamento próprias, isenção de alguns impostos (como fios de arame, postes de madeira, bombas d’água e materiais para os processos de recuperação e manutenção das Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de uso restrito), entre outras. 

Todos esses pontos, segundo a ministra, são o que pode garantir que o país aumente seus recursos na gestão de títulos verdes. Assim, é possível apostar que o Brasil e se torne o principal player de investimentos do tipo.

Por sua vez, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, sinalizou que a infraestrutura deve acompanhar o movimento e as necessidades do agro. Do mesmo modo, os investidores tanto da infraestrutura quanto do agro precisam atender aos padrões socioambientais definidos pelo governo. 

E como você pode se encaixar nisso tudo?

Conhecer a terra e suas possibilidades é muito importante para crescer com o seu negócio e produzir com a melhor qualidade. Mas ter consciência do seu potencial sustentável – e usá-lo ao seu favor – é uma vantagem a mais que você pode criar para você, sua propriedade, e o futuro do agronegócio. 

Para seguir as tendências, é preciso estar sempre bem informado. Para investir nas tendências e se tornar parte do grupo que torna o Brasil o principal player de investimentos verdes, você deve aproveitar da expertise de quem entende do negócio. 

A Culte oferece as melhores soluções para quem quer investir, encontrar seu lugar no mercado e crescer. Conheça nossos produtos e o que podemos fazer por você e seu negócio no nosso site!

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