Cada uma das principais criptomoedas tem suas próprias características e vantagens. Por isso, conhecê-las é importante não só para quem pretende investir em moedas digitais, mas para quem quer conhecer mais como funciona esse novo e valioso mercado. 

Portanto, ao todo, são quase cinco mil criptomoedas no mundo e, para descobrir quais são as principais delas, é só acompanhar o nosso artigo. A Culte te explica!

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Saiba quais são as principais criptomoedas no mundo

Toda criptomoeda tem uma história, um motivo para existir e investidores diferentes. Assim, elas não têm o mesmo valor de mercado, tampouco a mesma flutuação (ou estabilidade) em seu preço. 

Em resumo, o preço das moedas digitais varia segundo a boa e velha lei da oferta e da demanda. Nas épocas em que as criptomoedas ganham mais atenção, é normal que elas sejam mais procuradas pelos investidores. Isso, afinal, amplia o volume de compras – e consequentemente, os preços tendem a subir.

1. Bitcoin

A primeira e, obviamente, a mais conhecida das criptomoedas, que já apresentamos em um post exclusivo, o Bitcoin (BTC) surgiu em 2008, no meio de uma crise econômica americana. De modo geral, a moeda digital nasceu como um ensaio para substituição do dinheiro de papel e uma promessa de descentralização bancária, uma vez que não está ligada a nenhum banco ou mesmo país. 

A importância da publicação do Bitcoin, de autoria de Satoshi Nakamoto (pseudônimo de um grupo ou um programador não identificado) não é apenas a de criação de uma nova moeda, mas também a do surgimento da tecnologia blockchain, uma das mais avançadas formas de segurança de dados na atualidade.

De fato, no mercado, o Bitcoin é a criptomoeda mais negociada que existe. Também pode chegar a valores elevados; um bitcoin já chegou a valer, em abril de 2021, mais de R$ 343 mil. Mas mesmo tanto valor, que capitaliza mais de US$ 1 trilhão em todo o planeta, não deixa de ter um teto: de acordo com seus programadores, o limite é de 21 milhões de moedas bitcoin no mundo. 

2. Bitcoin Cash

O nome pode até ser parecido, mas sim: esta é uma moeda diferente. O Bitcoin Cash (BCH) é outra versão do original que surgiu em 2017. Primeiramente, a ideia era aperfeiçoar o primeiro Bitcoin, que tem taxas um pouco altas e necessita de muito poder de processamento nos computadores para cada operação. 

Dessa forma, esta nova moeda, por sua vez, é programada para ter operações confirmadas mais rapidamente – e com taxas menores. Apesar disso, todas as outras regras do Bitcoin são as mesmas da BCH, incluindo o teto de 21 milhões de moedas. 

3. Ethereum

O Ethereum também fica entre as principais criptomoedas no mundo. Seu sistema, que guarda algumas semelhanças com o Bitcoin, como a alta procura e volatilidade no seu valor, mas também algumas diferenças marcantes, como não ter sido criado para ser uma moeda digital, por exemplo. 

A ideia original era ser um ativo de recompensa pela contribuição de seus desenvolvedores a plataforma Ethereum, criada por financiamento coletivo em 2014 para realizar contratos inteligentes (smart contracts) por meio de blockchain. 

Primeiramente, essa moeda digital chamava-se ether… Até que, em 2016, um hacker explorou uma falha em seu código para roubar cerca de US$ 50 milhões da criptomoeda, que quase viu seu fim. 

A comunidade mantenedora da moeda, porém, corrigiu o problema apenas criar outra rede, desta vez sob o nome de Ethereum Classic – e ganhou mais valor que a versão anterior, com um mercado de capitalização que passa dos US$ 250,5 bilhões. 

4. Tether  

O Tether (USDT), criado em 2014, guarda um detalhe bem diferente das moedas anteriores: a intenção de ter um valor estável. Chamada de “stablecoin” ou, em tradução para português, “moeda estável”, o Tether usa o valor do dólar estadunidense para se ancorar e não ter subidas ou descidas tão expressivas quanto o Bitcoin e o Ethereum. Estes, por exemplo, já viram variação de mais de 1000% em um intervalo curto, ou mesmo mais de 10% num mesmo dia. 

A parte boa do sistema é que a conversão entre dinheiro físico e criptomoeda é bem mais fácil. A parte ruim é que esse processo não é tão transparente quanto se gostaria, já que alguns especialistas acham difícil comprovar o lastro de cada tether ao dólar.  

5. Binance Coin 

Com mais de US$ 77 bilhões em valor total de mercado, o Binance Coin (BNB) é a moeda criada e utilizada na Binance Exchange, uma das maiores empresas de câmbio de criptomoedas do mundo.

Mais ou menos como o Ethereum, o Binance Coin também era um tipo de token para pagamentos, só que com foco nas taxas da empresa, incluindo as cobradas na negociação de outras criptomoedas.   

Seu lançamento se deu em 2017 e, desde então, entrou para a lista das principais criptomoedas por seu uso dentro da plataforma da exchange, embora também possa ser usada para compras online e outros serviços. 

6. Cardano

Charles Hoskinson, co-fundador da Ethereum, foi também o responsável pela criação do Cardano (ADA), uma plataforma cujo objetivo é unir todas as melhores – e consertar as piores – características das principais moedas digitais do mundo 

Então, desde 2017, o Cardano funciona como plataforma de smart contracts. Ele também tem um algoritmo do tipo Proof of Stake, ou “prova de participação”, que abrange mais computadores e é mais sustentável, de modo geral. 

Entre suas maiores qualidades está a intenção de servir como plataforma de pagamento em localidades sem tanto acesso a bancos, além do objetivo de reduzir a velocidade da realização das transações. 

Além disso, outro detalhe importante é que esta é uma moeda que conta com um código mais seguro e sólido do ponto de vista de seus revisores: cientistas, pesquisadores, desenvolvedores e engenheiros.

7. USD Coin

Outra stablecoin com lastro no dólar estadunidense, o USD Coin (USDC) é uma das principais moedas digitais do mundo e também foi criada utilizando a blockchain Ethereum. Em resumo, o lastro do USDC funciona assim: se você tem um USD Coin, existe um dólar estadunidense equivalente em um banco. 

Ao contrário do Tether, porém, seu sistema já tem mais atenção à regulação. Isso inclui conformidade com as leis locais de onde os membros realizam suas operações. Outra diferença das demais moedas digitais, esta é uma moeda centralizada, uma vez que sua criação foi feita por uma empresa chamada Centre Consortium. 

8. XRP Ripple

A plataforma de pagamentos Ripple criou, em 2012, a criptomoeda XRP para as transações internas e, hoje, esta tem o valor de capitalização de US$61,6 bilhões. Seu sistema tem uma diferença perante os demais, já que aceita transferências de dinheiro tanto em dinheiro fiduciário quanto em quaisquer outras moedas digitais. Outra diferença desta criptomoeda é que ela não passa pelo processo de mineração. 

Apesar de se parecer um pouco com bancos, a plataforma prega que seu objetivo é fazer com que as agências financeiras não sejam a única alternativa para transações. 

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9. Dogecoin

Às vezes uma brincadeira vai ficando meio séria… E esse foi o caso da Dogecoin (DOGE), que está entre as principais criptomoedas do mundo, mesmo tendo surgido de um meme. 

Desde 2013, a Dogecoin, com seu símbolo de um cachorro Shiba Inu, existe para concorrer com o Bitcoin. No começo, era só uma diversão, mas fez tanto sucesso na internet que os usuários de criptomoedas acabaram se interessando e apoiando a moeda. 

A piadinha tem, hoje, mais de US$ 50 bilhões em capital de mercado. Parte do seu apelo veio da participação de celebridades (como o CEO da Tesla Motors, Elon Musk) e, embora esteja entre uma das maiores do mundo, ainda tem um valor de mercado baixo. 

10. Binance USD

A stablecoin Binance USD (BUSD), lastreada no dólar estadunidense, tem um valor de capitalização de quase US$ 12 bilhões. Dessa forma, por acompanhar o dólar, o seu preço tem uma variação muito menor que as outras moedas “não estáveis”. 

Por ser emitida pela empresa Binance e regulada pelo New York State Department of Financial Services (NYDFS), a BUSD é uma moeda fiat digital, isto é, uma criptomoeda que tem seu controle feito por um governo. 

11. Polkadot

US$ 33 bilhões é o valor aproximado da capitalização do Polkadot (DOT), uma moeda recente e que já se destaca no mercado global.

Sua ideia central é ser uma multichain, como uma “blockchain de blockchains”. Ou seja, a DOT reúne vários desses sistemas num protocolo só, para que sejam usados simultaneamente, com qualquer tipo de ativo ou dado. Em resumo, as blockchains conseguem operar de uma vez só, acelerando o processamento. 

Ela funciona com uma cadeia de retransmissão, que cria um espaço de interoperabilidade (operação entre as cadeias). Outros componentes são a tecnologia chamada de parachains, ou cadeias paralelas, que podem ter tokens próprios e específicos; a parathread, que se parece com as parachains, mas se baseia em um modelo de pagamento conforme utilização; e as pontes, que conecta as parachains e parathreads com blockchains externos. 

E para o agronegócio, tem criptomoeda?

Depois de ler sobre todas as principais criptomoedas, talvez você se pergunte se, afinal, tem moeda digital para tudo neste mundo. 

Apesar de não ter para tudo, as coisas mais importantes com certeza estão preparadas (ou deveriam estar) para a tecnologia das criptomoedas. 

A Cultecoin, a criptomoeda da Culte, representa um passo em direção a esse futuro sem barreiras, com velocidade e segurança nas transações e, o mais crucial, com valorização do agronegócio. Com sua tecnologia segura, a moeda digital nasce para que os agricultores brasileiros tenham mais liberdade ao fazer negócios, seja nacional ou internacionalmente. 

Que tal conhecer mais sobre nossa moeda digital? Confira aqui tudo sobre a Cultecoin!

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