Babaçu: O que é, para que serve e como cultivar

O babaçu é uma espécie de palmeira nativa da região Norte, matéria prima de produtos que vão desde a culinária até a construção de casas.

As folhas secas cobrem telhados e são utilizadas em cestarias, peneiras e chapéus. O tronco do babaçu é aproveitado para construir estruturas de casas. 

Portanto, o fruto contém até seis castanhas em seu interior, onde é possível retirar óleo para indústria cosmética, azeite e leite de babaçu que são muito utilizados na culinária local. 

Dessa forma. da parte esbranquiçada, o mesocarpo, se faz uma farinha nutritiva, que é misturada à bolos e mingaus, e da casca se faz o carvão.

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Quais as características do babaçu?

O nome “babaçu” vem da palavra indígena wawasu, que significa “fruta grande”, o que à primeira vista é fácil identificar, observando as características do fruto. 

De fato, a palmeira do babaçu é uma árvore que prefere clima quente e seco. Logo, se adapta bem a região Nordeste. Pode chegar a 30 metros de altura. Além disso, produz em média de 3 a 5 cachos ao ano, com centenas de cocos.

No entanto, é preciso paciência, pois os frutos do babaçu são produzidos a partir do oitavo ano de vida. Depois que começa a frutificar, a palmeira de babaçu não para mais e tem uma vida média de 35 anos.

Sua floração ocorre entre os meses de janeiro e abril. E os frutos amadurecem entre agosto e janeiro. Com quinze anos, a palmeira de babaçu alcança sua maior produtividade.

Dessa forma, o babaçu se destaca entre as demais palmeiras encontradas em território brasileiro pelo seu tamanho avantajado: chega a atingir de 10 a 30 metros de altura e tem cachos exuberantes. 

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Múltiplos usos do babaçu

O fruto do babaçu pesa em média 200g e apresenta a seguinte composição:

  • 11% de epicarpo
  • 23% de mesocarpo
  • 59% de endocarpo 
  • 7% de amêndoa

Economicamente, é uma das plantas mais significativas do Brasil. Principalmente para a região que corresponde aos estados do Maranhão e Piauí, pois fornece matéria-prima para vários produtos, além de empregar a população rural.

Além disso, outros produtos alternativos obtidos a partir do aproveitamento integral do babaçu são: etanol, fertilizante, gases combustíveis, sabão, glicerina, detergente, margarina. 

Benefícios do babaçu 

A fruta traz inúmeros benefícios para a saúde. O óleo de babaçu é um produto com mil utilidades.

O uso do babaçu proporciona equilíbrio da flora intestinal, aumento do sistema imune. Além disso, promove a hidratação e tratamento da pele e cabelos, pois contém ácido láurico, que ajuda a tratar irritações do couro cabeludo. 

Do mesmo modo, também acelera o processo de cicatrização e inflamação de acne, pois contém antioxidantes e vitamina E, que ajudam na regeneração celular.

Por fim, a farinha do mesocarpo de babaçu vem sendo estudada como fitoterápico para tratamento de inflamações, cólicas menstruais e leucemia.

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Valor econômico e social

Como visto anteriormente, o babaçu é nativo das regiões Norte e Nordeste. Porém, também está presente nos estados do Ceará, Tocantins e Goiás. 

A área de ocorrência dos babaçuais, ou seja, a plantação de babaçu, é de 18,4 milhões de hectares, sendo o estado do Maranhão responsável por ocupar 56% desta área geográfica. 

Além disso, a produção nacional de amêndoas corresponde a 200 mil toneladas por ano, produzindo 70 mil toneladas de óleo.

Os maiores valores mercantis e industriais do babaçu são obtidos através da extração das amêndoas. Elas são extraídas manualmente em um sistema tradicionalmente realizado por mulheres, as chamadas quebradeiras de cocos. 

A coleta da castanha e extração de óleo de babaçu são fontes de renda da comunidade dessas regiões, onde muitas dessas mulheres herdaram a profissão que foi passada de geração em geração.

Pelo menos 300 mil famílias estão envolvidas no trabalho de extração de amêndoas de babaçu.

A coleta do fruto do babaçu tem forte mobilização social, ou seja, a participação de toda comunidade, para combater os conflitos agrários e permitir o acesso livre aos babaçuais.

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Solo

Os tipos de solo influenciam bastante a performance produtiva do babaçu. O babaçu tem boa adaptação a diferentes ecossistemas, pois ocorre sobre variados tipos de solos, alternando-se com coberturas florestais primitivas, mata, cerrado, capoeira, pastagem e lavouras.

O babaçu normalmente não recebe tratos culturais, ou seja, cuidados com solo, nutrição. 

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Manejo

Para cultivar o babaçu, fique atento aos períodos chuvosos, afinal, esta é a melhor época para o plantio. 

Apesar de sua presença natural em abundância nas regiões semiáridas, também é comum nas áreas de produção, plantar e manejar o babaçu. 

Recomendamos o consórcio dos babaçuais com outras culturas anuais como, milho, mandioca, feijão, bem como pastagem de animais, por exemplo.

Selecione e identifique as plantas novas que serão mantidas para substituir as palmeiras antigas e improdutivas. Mantenha pelo menos 80 palmeiras adultas e 80 pindovas (ou seja, palmeiras novas) por hectare.

Colheita de babaçu 

Quando maduro, o coco desprende-se e cai no solo, facilitando a coleta dos frutos.

Colha o babaçu quando os frutos estiverem maduros, presos aos galhos ou quando caírem no chão. Contudo, é importante escolher os frutos que caíram a pouco tempo e evitar os que estão rançosos. 

Não recomendamos a prática de extração do cacho inteiro pois prejudica a produtividade da palmeira e desperdiça os cocos verdes.

No caso da coleta para a produção de carvão, indicamos coletar e queimar os cocos velhos, não coletados no ano

anterior.

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Quebra do coco e transporte e beneficiamento 

Quebre os cocos coletados com o auxílio de um machado e um pedaço de pau ou porrete.

O transporte dos cocos é feito dentro de sacos de palha por animais de carga ou pelas próprias mulheres, que carregam as amêndoas e cocos na cabeça. 

Logo depois, os cocos têm de ser empilhados em locais cobertos, que devem ser ventilados.

Por fim, as etapas de beneficiamento e processamento do coco de babaçu vão depender do tipo de produto ou subproduto que se deseja obter. 

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