Hoje é dia de fruta, mais precisamente, dia de falarmos de caju. Essa fruta que além de deliciosa tem grande importância econômica para agricultores familiares do semiárido do Brasil.

Portanto, o cajueiro é uma planta de clima tropical originária do Brasil e se desenvolve bem em regiões de clima seco e quente.

No Nordeste, durante 4 a 5 meses no ano, muitos agricultores têm o caju como principal fonte de renda. 

Isso porque o cajueiro é uma planta que resiste à seca, bem como pouco exigente quanto aos cuidados especiais e produz justamente quando mais falta água.

Além disso, suas características favorecem o cultivo em áreas menores, como quintais de residências, chácaras e sítios. 

De fato, o cultivo de caju está distribuído em todo o país, porém, a maior produção está centralizada nos estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia.

Portanto, tem grande valor econômico para a região Nordestina devido sua capacidade de gerar renda e emprego. 

No nordeste brasileiro, o cajueiro normalmente é cultivado em regiões litorâneas e em períodos de entressafra de culturas como milho, feijão e algodão. 

Assim, o caju se torna uma opção de ganho para um período em que os agricultores têm lucros mais baixos. 

Além disso, é possível realizar a plantação de mandioca, soja, sorgo e amendoim para serem consorciados com a caju cultura. Como também a criação de abelhas, muito importante para a polinização do cajueiro. 

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Quais são os usos do caju?

Uma das partes mais consumidas e aclamadas do caju, é a castanha. Muitas vezes confundida com o “cabo” do caju, contudo ela é na realidade o verdadeiro fruto, que gera a amêndoa. 

Essa amêndoa, é riquíssima em proteínas, lipídeos e fibras e é comumente consumida torrada, pura, ou misturada com outras nozes, por exemplo. 

Dessa forma, tem grande valor de exportação, onde os principais compradores são os Estados Unidos e o Canadá. 

Em se tratando de produção, o Brasil é o quarto país que mais produz castanhas de caju e ocupa o terceiro quando se refere à exportação no ranking mundial.

Além disso, também é possível aproveitar a parte carnosa do caju, de cor avermelhada ou alaranjada, que é o pedúnculo, ou seja, o falso fruto. 

Fonte de vitamina C, cálcio, fósforo e ferro, o pedúnculo tem função diurética e anti-inflamatória.

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Como plantar caju?

Há fatores importantes e que devem ser levados em consideração, como:

Região

A princípio, por se tratar de uma planta de clima tropical, o ideal é que a média de temperatura seja em torno de 27 graus célsius. 

No entanto, se no local houver incidência de ventos fortes, plante quebra-ventos. Assim, será possível proteger os cajueiros. 

Terreno

Para cultivar o caju em pomares domésticos, não é necessário a utilização de adubos químicos. Logo, a adubação orgânica, nesse caso, é suficiente. 

Após um ano do primeiro plantio, realize a adubação com esterco curtido para o aumentar a fertilidade do solo. O ideal é que se opte por terrenos planos, pois isso evita a erosão do solo causada pelas chuvas.

Do mesmo modo, é importante que seja um terreno de fácil drenagem, onde a água possa penetrar, porém sem encharcar o solo, como as várzeas. 

Além disso, um solo fértil vai garantir o desenvolvimento potencial do cajueiro, aumentando a produtividade durante a colheita. 

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Espaçamento

Segundo a Embrapa, o espaçamento mais adequado para o bom crescimento da planta é o de 8m x 8m. Com essas medidas pode-se chegar até 204 plantas/ha.

E as covas devem ter medidas de 40 cm x 40 cm. 

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Mudas

Há dois tipos de mudas de caju, as mudas chamadas “pé franco” e as mudas de clones.

Quando o cajueiro se propaga através das castanhas, se obtém o chamado “pé franco”. Contudo, as mudas de pé franco geram plantas com crescimento e produção desuniformes e não recomendadas para a formação de pomares.

Já as mudas clones, que são feitas por meio de plantas enxertadas, chamadas de cajueiro anão precoce, são encontradas em viveiros.

Contudo, fique atento! Elas deverão ser credenciadas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Atualmente são indicados os seguintes clones para plantio:

  • CCP 76
  • BRS 226
  • Embrapa 51
  • BRS 265
  • CCP 09
  • BRS 274
  • BRS 275. 

Cada uma dessas variedades tem características diferentes entre si, em outras palavras, umas apresentam melhor aproveitamento do pedúnculo, outras são mais produtivas em plantio irrigado, outras produzem castanha maior, etc. 

Em 2019, em um levantamento realizado pela Embrapa Agroindústria Tropical, o cajueiro anão Embrapa 51, apresentou produtividade 4 vezes maior que o cajueiro gigante.

Plantio

O ideal é que se plante as mudas no início das chuvas, para favorecer o crescimento das plantas.

Assim, para realizar o transplante, o solo tem que estar pronto para receber a muda. 

Deve-se retirar a muda do saco ou tubete, e então colocá-la no local definitivo do plantio. É necessário que o processo seja feito com cuidado para não danificar o sistema radicular das plantas.

Em seguida, acomode a muda no centro da cova e faça o tutoramento para direcionar o crescimento do cajueiro. 

Amarre junto a muda uma estaca enterrada próximo ao caule. 

Cuidados com caju

Eventualmente, faça a poda de formação e de limpeza. Pois iriam orientar o crescimento da copa do cajueiro, retirar os galhos indesejados e iriam aumentar a produção de caju.  

Se o clima do local onde se encontra o pomar for seco, faça a irrigação semanalmente ou quinzenalmente no primeiro ano. Cada planta deve ser irrigada com pelo menos dez a quinze litros de água. 

Colheita de caju

Com dois meses após a floração, que ocorre de junho a dezembro, já é possível colher os frutos. 

O caju estará pronto para ser colhido quando a parte carnosa apresentar cor intensa e textura firme. 

Primeiramente, retire o caju com cuidado da planta, fazendo uma leve torção para que ele se solte dos galhos.

Para separar a castanha do pedúnculo, utilize a própria mão, máquinas apropriadas ou fio de nylon.

Quando o caju se destina para o mercado “in natura”, este deve ser embalado em caixas plásticas rasas com plástico filme. Evite armazená-los uns sobre os outros. 

Armazenagem

Por fim, as castanhas só devem ser armazenadas quando estiverem totalmente secas e quebradiças. 

Depois que estiverem secas, o ensacamento das castanhas deve ser feito em sacos de estopa que suporte a capacidade de até 50 kg e armazenados em local arejado. 

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